Pasto sem manutenção dá prejuízo?

 

Jamais aguarde o término de um pasto para arrumá-lo, antecipe-se aos riscos.

No cenário contemporâneo do agronegócio, diversos pecuaristas pensam ter formado seus pastos da melhor maneira possível. Pensam também que sabem exatamente a hora de colocar ou retirar seu gado dos pastos, considerando suas terras como perfeitas e acreditam estarem ganhando com a pecuária.
Entretanto, a “era” do achismo já é passado. Atualmente, todo bom pecuarista deve, por obrigação, avaliar seus resultados e analisar cada um deles para que se possa tomar as melhores decisões.
Quando um pasto é formado de forma inadequada, não o tratando como uma cultura, seu declínio torna-se algo iminente e, consequentemente prejudicará seu principal objetivo: alimentar o rebanho.
Cada pecuarista deve conhecer as falhas de seu solo, para que então possa corrigi-las com eficiência e responsabilidade.
Um dos primeiros passos consiste sempre na escolha da gramínea certa, com a melhor adaptação de sua topografia. Após o primeiro pastejo, a degradação começa. Este quadro é mais uma prova de que a melhor opção para obter um pasto de vida longa é a manutenção. Sabemos também que manter o solo livre de invasoras e sempre dar a devida atenção com a reposição da fertilidade do solo são aspectos fundamentais para mantê-lo perene. O custo de uma boa manutenção anual de um pasto deve girar em torno de R$ 300,00. Uma manutenção de qualidade fará com que a pastagem mantenha-se com uma média de lotação superior à nacional, que é em torno de 0,8 UA/ha. A cada vez que uma pastagem entra em degradação, o rebanho passa a ter um Ganho Médio Diário (GMD) inferior a seu potencial genético. Por isso, a recuperação da pastagem é sempre o melhor caminho. Porém, é necessário ressaltar que o investimento para uma boa recuperação de pastagem pode oscilar, dependendo da situação que ela apresenta. O pecuarista deve estar pronto para a necessidade de investir em insumos de qualidade e novas tecnologias, caso seja necessário. Nos casos mais acentuados, esse valor pode girar em torno de R$ 600,00 e R$ 1.000,00. O investimento geralmente é proporcional ao tanto que o pecuarista deixa as ervas daninhas tomarem conta do solo.
É fundamental também saber que, em casos onde não há mais saída, é necessária a reforma. Esta, pode gerar despesas que vão de R$ 1.600,00 a R$ 2.000,00/ha, justamente pelo fato de serem necessários vários procedimentos simultâneos como calagem, gessagem, descompactação do solo, uso de herbicidas, dentre outros.
Com base neste cenário de riscos, a recomendação principal que temos a transmitir é que o pecuarista faça o máximo esforço para não deixar seu pasto chegar na situação de reforma, focando sempre em uma boa e correta manutenção.

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